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MUITA OU POUCA FÉ

Por vezes interrogamo–nos, e hoje a pergunta que pus a mim mesmo foi a seguinte:

Será que tenho muita, ou pouca fé?

Hum!… Na verdade, a minha fé, é fé de vulgar humano, e como tal um pouco inconstante… momentos há, que me julgo um homem de fé; no entanto, outros há, que se houvesse uma máquina medidora de fé acusaria muita pouca fé. Mas, entre a muita fé e a pouca fé, não deixo de ser crente; acredito em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, em que Cristo é o meu Salvador e o meu Senhor.

Mas, então, por que a minha fé não é constante, e eu mesmo me interrogo sobre o assunto?

Talvez ore pouco! Talvez peça pouco! Talvez devesse ler mais a bíblia! Talvez viva de aparências! Talvez! Talvez!… São perguntas humanas para a qual espero respostas de Deus, ainda que Deus já possa ter respondido e eu não ter percebido, ou então fiz ouvidos moucos.

Porém, a bíblia em Mateus 8:26–27 reproduz as seguintes palavras do Senhor Jesus Cristo para os seus discípulos em determinada ocasião: “Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando–se repreendeu os ventos e o mar, e seguiu–se grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

É curioso porque até aqueles que são conhecidos pelos pais da fé, foram apontados pelo Senhor Jesus, de homens de pouca fé. E mais, não foram eles que o reconheceram, mas perante uma situação na qual não dominavam e que a sua fé deveria ser evidente, simplesmente a sua muita fé tremeu. Reagiram apenas como homens em busca de soluções humanas, e só o Filho do Homem respondeu com fé, a fé que advém do Pai, para que até a tempestade se acalmasse.

Com propriedade só Deus pode quantificar, se há muita ou pouca fé. Porque a fé é–nos dada por Deus como dom na medida em que Ele determina, pois somos feitura Dele e para Ele. Ainda que em termos de Reino de Deus a fé seja crescente e multiplicadora. Mas, em termos da fé e em momentos de dificuldade, muitas das vezes reage–se de acordo pelos fatores humanos.

A palavra de Deus afirma que nós, com a aceitação do Senhor Jesus Cristo, somos o templo onde habita o Espírito Santo. E nesse contexto, o Espírito Santo não anula o humano que somos, mas convive no humano de acordo com o espaço que se lhe dá. Daí a racionalidade em todos os nossos atos não seja palavra morta. 

Numa outra ocasião Jesus disse: “Vem, Pedro, descendo do barco e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus. Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me. Imediatamente estendeu Jesus a mão, segurou–o, e disse–lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? (Mateus 14:29–31)

Este um exemplo paradigmático do raciocínio humano perante um facto, sendo necessária a intervenção do Senhor para que não afundasse. E o Senhor aproveitou para lhe mostrar a fragilidade da sua fé.

Contudo a fé, enquanto crença em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, deve ser contínua e crescente, com vista ao Reino dos Céus.

Graça e Paz!

Published inTextos Cristãos

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